Um dia acordei e o abismo era o berço
E o diabo mais do que um irmão para mim...
Eu sabia que nem tudo era Paradisíaco,
Mas não imaginava que fosse tão mau assim...
O asco nó que me corrói a alma
É a minha única doença e cura que me acalma.
De repente o sol deixou de brilhar
E a lua, de me acompanhar...
As estrelas despedaçaram-se no chão
E com elas esfumou-se o meu pobre coração...
A paixão que eu tinha pela vida
Foi de imediato consumida por uma dor eterna,
Que me atormenta e faz desejar
Destruir as leis implantadas
Pelo Estado do Amor...que em mim
Se traduz em revolta pela dor...
O sangue deixou de pulsar...estagnando
Nas veias entupidas pelas pragas
Dos anjos caídos...sofridos...esbatidos
Pela sua malvadeza e tristeza...
Hoje paro no tempo... vivo num
Canto refugiado... ignorado.
Hoje choro pela felicidade da
Solidão... hoje morro pelo vazio
No meu coração.
26.02.2002

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