Mãe

Aí estás tu, no canto do teu quarto amargurada, 
chorando por um passado já
há muito amaldiçoado e por uma felicidade
que nunca mais aparece,
dando cabo da tua esperança
que pouco a pouco se desvanece...
Sai daí, limpa as águas da tua face, pois há
sempre uma chama que renasce...
Vives o teu dia como uma autêntica máquina, passando os minutos na companhia das lágrimas, rezando ao Deus - grandioso e pedindo-lhe um destino piedoso, pois foram injustas as razões pelas quais tantos mares criaste, tal como os momentos em que teus olhos fechaste e mil perdões lançaste...
Não temas, luta pela tua liberdade...e talvez venhas a viver uma outra realidade. E que não tenham sido em vão todos os teus sacrifícios para que tivéssemos uma vida estável, com harmonia e equilíbrio...
Pára, não chores mais, pois os destinos são fatais... as dores que tens serão angelicais e as de quem tas provocou serão mortais...

25.05.2000 
A ti, mãe - Amo-te 


1 degraus subidos:

  1. Bonito poema ... retrato de uma vida vivida ... sofrida ... bem descrita aqui, com a tua habitual sensibilidade ... tal qual ela foi ... Obrigada minha filha ...

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