Pela melancolia das palavras
decifro o vazio do meu corpo.
Olho pelo vão do infinito
Nada sinto, tudo morto.
Observo uma gaivota,
no seu caminho deambulante
vai, vira, revira e volta.
Vejo um barco navegando,
parado, dum lado para o outro.
As suas pequenas bandeiras,
sacudidas pelo vento, seu sopro.
Escuto a música 
sem a ouvir,
Ouço o meu nome
- mas ninguém os tem -
Tento alcançar alguma imagem
por detrás do meu mundo
tento, mas nada há além.
As ondas batem nos cascos,
ecoam na madeira.
O sol põe-se, transforma-se,
desmaia no longe, num outro continente.
Cerro os olhos e inspiro,
absorvo a beleza que me rodeia,
inundada pela efemeridade do momento.
02.03.2009

0 degraus subidos:

Enviar um comentário

Inspira. Escreve.