Em Cativeiro

Ouço vozes que me lêem,
Enquanto penso no fim.
Nenhuns planos o antevêem.
Tenho um momento
Para parar. Suspender
As palavras em mente e
Atirá-las para a primeira
Folha na frente.
Silêncios fotografados
Num álbum que teima em não fechar.
Cálculos sem resultados.
Horas a perder,
Tempo para reflectir,
Deitada num velho sofá de madeira.
O pôr-do-sol a rebater
no lago, os patos numa fileira.

E, do topo deste monte,  
No meu humilde castelo,
Quando relanço sobre o horizonte,
Vou sempre espreitando para te encontrar.

03 a 05.06.2011

1 degraus subidos:

Inspira. Escreve.