marco


Entro pela multidão,
Percorro avenidas e ruas.
Sigo a calçada portuguesa
Até que o vejo, numa esquina nua.

Ali, radiante.

Tornou-se rotina parar
Diante dele, mas distante
E sorrir.
Apenas sorrio.

“Um dia, atravesso a estrada.”

Corro por entre os vazios e
Abraço-o, sem palavras.

Paraliso ao som dos passos
Rítmicos do povo armado.

Transborda de cartas tuas,
Sentenciadas a silêncio abafado.

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