Doppelgänger

Raposa dum ritual conhecido,
Cativaste as minhas horas 
De espera. 
E assim, vou percorrendo
Cada caminho desta esfera. 
Subo o íngreme caracol que apontas,
Dando passos ao teu som.
Vais levando a minha sombra
P'las fendas no meu peito, 
Sem antes posarmos o
Fim num beijo.

Onde está o degrau esperado?
Penso, trancada neste corpo de estátua.
Espreito as unhas, cravadas 
No corrimão cortado e olho-te:
- Sorriso incomodado por prazer, 
Que guarda a sinceridade do que
Fica por dizer, diz-me,
Por que não vem o nascer do sol?
Prometeram-mo num qualquer
"cliché".

24 & 28.11.2011

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