STOP

See all the world around
Falling and tearing apart
Want to reach out that light
Up there, hanging, in the endless sky.
Wanna touch it with my fingers,
Feel the hot and the cold,
Fly into an imaginary dream
Surrender my spirit, mind and soul.
I can sense your velvet hands
Running through my bodiless skin
Open my eyes… don’t know where I’ve been.
See all my friends on a couch, talking and talking, 
laughing and laughing, smoking and passing.
I’m hallucinating!
Wake up and smell the flowers
I must have been past out some good couple of hours.
Suffer the brutality of the breeze and the sunshine,
Follow the perfume of a fresh coffee.
Hug the ones I loved one time,
kiss the ones I still do.
Want to dress my favourite clothes 
and to try a different hairdo.
Go to teach, go to learn
Go focusing in what I want to become.
People pass through on the street
And don’t say a word to me.
Touch my heart
Don’t have a pulse.
Am I still in my vision?
Am I just sleeping?
(Feel asphyxiated in this prison)
Am I innocently living?.... or not.
Want to touch that light. Reach it. 
Stop.
Pela melancolia das palavras
decifro o vazio do meu corpo.
Olho pelo vão do infinito
Nada sinto, tudo morto.
Observo uma gaivota,
no seu caminho deambulante
vai, vira, revira e volta.
Vejo um barco navegando,
parado, dum lado para o outro.
As suas pequenas bandeiras,
sacudidas pelo vento, seu sopro.
Escuto a música 
sem a ouvir,
Ouço o meu nome
- mas ninguém os tem -
Tento alcançar alguma imagem
por detrás do meu mundo
tento, mas nada há além.
As ondas batem nos cascos,
ecoam na madeira.
O sol põe-se, transforma-se,
desmaia no longe, num outro continente.
Cerro os olhos e inspiro,
absorvo a beleza que me rodeia,
inundada pela efemeridade do momento.
02.03.2009

Mais um Dia

"Mais um dia"
penso eu, ao abrir os olhos, deitada
numa cama estranha.
Raciocino um pouco
acerca do que fazer.
Vejo as horas
e entrego-me mais um pouco
ao quente da cama, o meu prazer.
Preparo o pequeno-almoço
Ansiando pelo café.
O sabor do cigarro, 
o meu eterno companheiro.
Deleito-me no sofá,
triste, observo as árvores pela janela.
Sinto-me só. Preferia estar só.
Choro em silêncio. 
Bebo mais um trago, 
inalo o fumo mais uma vez.
Esqueço.me do que cá vim fazer,
da razão p'la qual aqui estou.
Perco a vontade de me lembrar.
Mais um cigarro.
Sinto-me sufocada pelo vazio.
Levanto-me, arrumo as coisas,
coloco um sorriso na cara e
penso "Mais um dia",
enquanto desejo pela noite,
o sossego, a escuridão, 
o calor da cama 
- reflexo do que sinto-
a solidão.

11.01.2009 

Wait in Vain

Every night I wait for you, 
hanging on the sound of every car
that drives by.
I smoke another cigarette and another, 
and then... other.
I lay down on the couch
twisting my body to get some warmth.
A tear runs down my dry and cold face
I smoke as I wait for you...
... in vain. 

23.09.2008

Nua

Solidão...
és tu quem está  comigo quando estou deitada no meu escuro e vazio espaço?
Solidão...
és tu quem me faz sentir muda a cada meu pequeno passo?
Solidão...
és tu quem me sussurra quando vagueio sozinha pela rua?
Solidão...
Tu és quem me rouba as faces da minha mente e me despes completamente até eu me sentir... nua.

Novembro 2005

Nua

Solidão...
és tu quem está  comigo quando estou deitada no meu escuro e vazio espaço?
Solidão...
és tu quem me faz sentir muda a cada meu pequeno passo?
Solidão...
és tu quem me sussurra quando vagueio sozinha pela rua?
Solidão...
Tu és quem me rouba as faces da minha mente e me despes completamente até eu me sentir... nua.

Novembro 2005

Amo-te


 Amo-te como a concha ama a areia em tons de creme,
Amo-te como as fantasiadas sereias amam o mar,
Amo-te como a abelha ama o pólen da flor que a teme,
Amo-te como uma pessoa que só quer amar...

12.01.2000

Farta!

Estou farta...
Simplesmente farta...
..de  tentar, de cair,
de enfrentar, de fugir...
Estou cansada de sofrer na calada,
De ser posta de lado e enganada...
De amar, e não ser amada...
De viver e ser mal interpretada...
De fazer tudo para os outros, e para mim...nada....
De me aproximar e de ser afastada...
De mostrar que não sou assim,
E de ter amigos com pensamentos maus sobre mim...
De viver escondida e constantemente perseguida,
E de ser psicologicamente agredida...
De ser julgada sem julgamento,
De viver com pessoas sem sentimentos...
Estou exausta da sociedade,
Da fatal mentira da liberdade...
Da minha vida, do meu melancólico destino...
Das imagens distorcidas do meu caminho...

Mãe

Aí estás tu, no canto do teu quarto amargurada, 
chorando por um passado já
há muito amaldiçoado e por uma felicidade
que nunca mais aparece,
dando cabo da tua esperança
que pouco a pouco se desvanece...
Sai daí, limpa as águas da tua face, pois há
sempre uma chama que renasce...
Vives o teu dia como uma autêntica máquina, passando os minutos na companhia das lágrimas, rezando ao Deus - grandioso e pedindo-lhe um destino piedoso, pois foram injustas as razões pelas quais tantos mares criaste, tal como os momentos em que teus olhos fechaste e mil perdões lançaste...
Não temas, luta pela tua liberdade...e talvez venhas a viver uma outra realidade. E que não tenham sido em vão todos os teus sacrifícios para que tivéssemos uma vida estável, com harmonia e equilíbrio...
Pára, não chores mais, pois os destinos são fatais... as dores que tens serão angelicais e as de quem tas provocou serão mortais...

25.05.2000 
A ti, mãe - Amo-te 


Um dia acordei e o abismo era o berço
E o diabo mais do que um irmão para mim...
Eu sabia que nem tudo era Paradisíaco,
Mas não imaginava que fosse tão mau assim...
O asco nó que me corrói a alma
É a minha única doença e cura que me acalma.
De repente o sol deixou de brilhar
E a lua, de me acompanhar...
As estrelas despedaçaram-se no chão
E com elas esfumou-se o meu pobre coração...
A paixão que eu tinha pela vida
Foi de imediato consumida por uma dor eterna,
Que me atormenta e faz desejar
Destruir as leis implantadas
Pelo Estado do Amor...que em mim
Se traduz em revolta pela dor...
O sangue deixou de pulsar...estagnando
Nas veias entupidas pelas pragas
Dos anjos caídos...sofridos...esbatidos
Pela sua malvadeza e tristeza...
Hoje paro no tempo... vivo num
Canto refugiado... ignorado.
Hoje choro pela felicidade da
Solidão... hoje morro pelo vazio
No meu coração.
26.02.2002

Choro

Choro por não saber
Choro por não ver
Choro por não saber ou ver o que me rodeia...
Choro por querer
Choro por simplesmente ser
Choro por querer ser o que todo o mundo odeia...
Mais uma gota
Que cai da obscura nuvem
Que nos atormenta...
Mais uma lágrima
Que cai dos olhos cuja existência
Do corpo e alma lamenta...
Caio... caio em direcção
Aos frios infernos.
E caio... caio por desejar
Ardentemente amores eternos.
Adoeço e morro
pelo viver do nada
que me consome...
morro e adoeço
por não ter corpo, alma
ou sequer nome... 

19.01.2001