Ecoo entre metáforas,
Anáforas e nas horas.
E até tudo sair,
Tudo 
Voltarei a repetir.
O drama na simplicidade 
Da fugacidade das manhas
Com que definem as suas 
Mesmas entranhas no
Antes, no depois e no agora,
Fere o meu estômago sensível,
Aplaudível pelo que o vai
Fortificando, na ansiedade
Do encontro.
Preparo o novo amanhã
E sonho os sonhos
Que não perco na familiar
Tortura, a adivinha.
P'la mudança,
Apenas.
P'la loucura
Minha.
24.04 & 24.05.2012

Irreversível
 

"Delirare"

Conto as pedras
Da calçada atrás de mim,
Peça a peça
Alinhavada,
Pedra a pedra
Que esculpi.

One day, I tell you,
One day!
And I'll say it again:
One day!
   Grito do meu íntimo pela face rosada arreliada com as lágrimas que lhe desmaiam os sentidos ao silêncio - entre sons trémulos que emito até à escassez. As mãos... impacientes por n'algo vingar, por n'alguém bater; por algo bater, por alguém vingar.
   Espera,
Não foi assim que
Aconteceu.
A mulher bateu 
No gato mas ele
Não morreu.

- Shhh...
He whispers from
A dark corner of
My conscious.
Silent us.
   Agarro a máquina e fujo daqui... Corro em direção ao sol, pelo vento ao mar. Comigo, os retratos de tudo o que me maravilha; os sons da cidade como fundo nesta minha cena.
   Num 'close-up' à atriz, que corre por um grosso abismo esverdeado, a água incandescente, o brilho da luz branca do céu.
  Ela para.
   Os olhos azuis duplicam de tamanho enquanto o cabelo é desviado da face - suspenso atrás da orelha: a expressão dramática sobre tal altura. 
   Uma súbita mordida no frágil lábio vermelho, grosseiro, como o teu pecado, o teu consumo. O teu fascínio pela minha carne.

Sem rodeios.
 24.05.2012
"The Paparazzi" | Jon Gavin

Aqui & Ali

Diana Tavares | Fotografia
Num o sol suado
Que aquece mas não entra,
Tremem os lábios
Molhados no meu ventre.
Coloco a mão sobre a tua
E ambas no meu peito
Exaltado, fatigado, vergado
Sobre o desgaste repetido
Por leigos batimentos.
Cheiro-te como nas alvoradas -
Acordada, confusa, cimentada
Entre anos-luz de ti.
Oiço o teu respirar entremetido
Nas gordas gotas que choram
Pelos vidros embaciados;
O sussurrar da tua melodia
No ar que inspiras, expiras,
Transpiras contra o meu corpo
Na palidez de peles homogéneas.
Sento-me na cama do quarto 
Onde me cicatrizo.
Será hoje.

11 & 17.05.2012


Hey, Mr.!

I try to rip  
What's left of us,
In the midst of all 
The mess. 
While and after
Our love in lust,  
Always the loneliness 
 In undressed silences  
By implied numbness.
Alongside me, 
The regret 
At every peek,  
In steps of
Less and less. 
My soul dries in grace,
My mind awakes in distress
Within each given pace. 
At times, 
I just can't bear  
This isle,
Obsessed by his own 
Fate.
My oppressed heart
In a repressed place,  
Embraced 
By the happiness of 
These I carry.
  And still 
I keep on the chase,
Stopping
At each address
Looking for your face.

08.05.2012

Miss Scarlet Red

Escuta-o

"(...) a única luz é o amor" | Irreversível
Não resolve 
Problemas matemáticos
E desconhece
Estruturas gramaticais.
Não respeita quaisquer
Conceitos literários,
Esta estranheza que é o 
Amor.
Sabe que sabe do nada
Que faz palpitar corações,
Não sendo esquisito 
Em formas
Ou cores.
E aceita multidões.

04.05.2012