Não, Por Agora

Dobrada sob ti,
Todos se empurram, 
Cuspidos para o exterior.
No desmaio dos sentidos
Extinguem-se os odores
Diminuem-se as luzes e
Fecham-se as portas cansadas.
Pelo silêncio, o tumulto que vibra
A madeira deste meu palco.
E sangra a pele
Por poros de lágrima evaporada,
Fugida de infortúnios.

Respiro um grito
Por vagos montes dormentes;
Sou o rumor suspenso no vento,
Nos desvios de ar quente,
Na frente do limiar do tempo.

25.05 & 19.06.2013


 "Crossing Roads" | Ever After Photos